Plenários de trabalhadores da Rodoviária de Lisboa prometem mais luta

03 de agosto 2023 - 17:19

A Fectrans vai levar a tribunal a falta de pagamento aos trabalhadores das refeições tal como consta do contrato coletivo de trabalho. Os trabalhadores reforçaram a sua disponibilidade para a luta e dão ao grupo Barraqueiro até setembro para responder às suas reivindicações.

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Plenário da Rodoviária de Lisboa. Foto da Fectrans.
Plenário da Rodoviária de Lisboa. Foto da Fectrans.

Os trabalhadores da Rodoviária de Lisboa reuniram esta terça-feira em plenários em Vila Franca de Xira, Santa Iria de Azóia, Bucelas, Caneças e Sacavém, paralisando assim a atividade durante a manhã de forma a debater “a falta de resposta da administração e os diversos problemas nas relações de trabalho naquela empresa” informa a Fectrans.

Nestas reuniões, segundo a federação sindical escreve em comunicado, reforçou-se “a disponibilidade para a defesa das reivindicações” que têm vindo a ser apresentadas e foram recolhidas informações “sobre problemas dos contratos de trabalho” a serem discutidos numa reunião com o secretário de Estado da Mobilidade Urbana na próxima semana.

Os trabalhadores têm vindo a lutar por causa do valor do subsídio de refeição e da redução do intervalo para descanso. De acordo com as declarações de Anabela Carvalheira, dirigente da Fectrans, vai ser apresentado um processo em tribunal “relativamente à falta de pagamento aos trabalhadores das refeições” que constam no contrato coletivo de trabalho “que complementam o subsídio de refeição e que até ao momento não estão a ser pagas”.

Quanto ao resto, vão dar à empresa do grupo Barraqueiro até setembro, altura em que haverá novos plenários e os trabalhadores “decidirão novas formas de luta”.

Até ao próximo domingo, os trabalhadores da Barraqueiro Oeste e Boa Viagem estão a fazer uma greve ao trabalho suplementar. A mesma dirigente sindical sublinhou que esta “está a ter uma forte adesão” apesar dos trabalhadores viverem “infelizmente muito do trabalho suplementar” pelo que a forma de luta “representa uma redução muito grande no seu rendimento mensal”.