Em nota de imprensa, o SinTAF dá conta da realização de um plenário que juntou esta quinta-feira três centenas de trabalhadores do BNP Paribas do Porto e Lisboa, presencialmente e por videoconferência. Ao contrário de ocasiões anteriores em que a administração do banco chegou a bloquear o acesso aos dirigentes sindicais ao plenário, desta vez não houve incidentes apesar de a administração ter exigido “serviços mínimos para alegados ‘serviços urgentes e essenciais’, mesmo que o setor financeiro não tenha essa natureza no Código do Trabalho”.
Neste plenário “foi notória a insatisfação dos trabalhadores quanto às condições do trabalho na empresa, pautadas por salários baixos, horários desregulados, ausência de tabelas salariais e progressão na carreira, processos de avaliação de desempenho pouco transparentes, tal como pelo facto de na empresa ainda vigorarem as 40 horas semanais, enquanto a maioria dos trabalhadores bancários já fazem 35 horas”, relata o sindicato.
O encontro serviu também para sublinhar a importância da greve geral de 11 de dezembro, não só para exprimir descontentamento com as medidas do pacote laboral que agravam os problemas já existentes, mas também como oportunidade “de prosseguir a luta por um Acordo de Empresa justo no BNP Paribas, cuja negociação a administração tem protelado”.
O SinTAF diz que o ambiente geral foi de “grande entusiasmo” com a greve e “indignação” com o pacote laboral”, além de terem sido esclarecidas algumas dúvidas sobre o recurso ao direito à greve. O sindicato irá organizar piquetes à porta do BNP Paribas no dia 11.