Plataforma Parar o Gás solidariza-se com Lützerath à porta da embaixada alemã

19 de janeiro 2023 - 10:00

Ativistas foram à embaixada da Alemanha, em Lisboa, em protesto contra a destruição da aldeia de Lützerath, que consideram “um crime contra as pessoas e o planeta”.

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Foto da Plataforma Parar o Gás.

Ativistas da plataforma Parar o Gás estiveram esta terça-feira na embaixada alemã para denunciar o crime climático a ser cometido em Lützerath. Em comunicado em que dão conta da iniciativa, lembram que, em 2022, “bateram-se vários recordes de fenómenos climáticos extremos, temperatura, secas, cheias tal como o recorde de emissões de gases com efeito de estufa”.

Recordam também que em 2022 foram igualmente ultrapassados os “recordes de lucros privados”, ao mesmo tempo que “o custo de vida disparou, sufocando ainda mais as pessoas”.

“Estes eventos não aconteceram simplesmente, mas foram fabricados. Não são acontecimentos, mas sim crimes, e os responsáveis pelos mesmos estão conscientes do impacto dos seus atos”, escrevem.

De acordo com a plataforma Parar o Gás, “a expansão dos combustíveis fósseis retira o dinheiro das carteiras da sociedade portuguesa, enquanto coloca milhares nos bolsos dos acionistas criminosos, ao mesmo tempo, aumenta emissões, criando um clima inabitável”.

Esta quinta-feira, 19 de Janeiro, às 19h, na Zona Franca dos Anjos, a plataforma reunirá em assembleia para iniciar a organização do protesto de massa que bloqueará o terminal de Gás Natural Liquefeito. Os ativistas comprometem-se “a denunciar os crimes das empresas e governos que nos enviam para o colapso climático, além da interrupção da normalidade nestas empresas, quer nas sedes ou nas infraestruturas”.