No mapa de licenças e explorações para a prospeção de gás e petróleo publicado pela Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (EMNC) em janeiro, destacavam-se a verde as quatro áreas atribuídas ao consórcio Repsol/Partex (Lagosta, Lagostim, Sapateira e Caranguejo).
Este consórcio viu o seu contrato ameaçado de rescisão pela ENMC, por não cumprimento do prazo previsto para o primeiro furo, com o governo a proceder à execução da caução no valor de 4.5 milhões de euros. Mas só esta quinta-feira a ENMC publicou no seu site o novo mapa de concessões, em que já não constam as áreas anteriormente entregues ao consórcio Repsol/Partex.
O mapa de janeiro no site da ENMC

O mapa agora publicado no site da ENMC

Furo em Aljezur: GALP diz estar pronta para avançar, mas faltam as autorizações
Também esta quinta-feira, o presidente executivo da Galp veio afirmar que tem tudo pronto para avançar com o furo ao largo de Aljezur, à exceção das autorizações do Estado. “As externalidades de qualquer economia são impactadas pelo tempo que se toma a tomar decisões. Não tenho mais nada a dizer”, afirmou Carlos Gomes da Silva ao Jornal de Negócios.
Em fevereiro deste ano, o líder da petrolífera tinha afirmado ser possível iniciar o furo entre abril e junho, os meses mais indicados por razões operacionais. A falta das autorizações necessárias e a mobilização das autarquias e populações da região junto do governo poderá comprometer o início da perfuração este ano e o próprio projeto da ENI/Galp poderá ter o mesmo destino do o da Repsol/Partex.