Esta sexta feira é o Dia Mundial da Saúde e foi entregue na Assembleia da República a petição contra “a criação de médicos sem especialidade e a precarização na saúde” do movimento MiN - "Médicos indiferenciados, Não!" que em menos de duas semanas recolheu com mais de 4.100 assinaturas.
A petição tem o apoio da Federação Nacional de Médicos (FNAM) e da Associação de Médicos pela Formação Especializada e, por ter mais de 4 mil assinaturas, será discutida em plenário. Os seus autores denunciam que “atualmente existem já médicos «indiferenciados» a realizar funções somente reconhecidas a especialistas”.
“Desde o preenchimento de «buracos» nos serviços de urgência, sem qualquer supervisão ou apoio, até à realização de consultas de Medicina Geral e Familiar, sem que lhes seja assegurado qualquer tipo de formação ou de acompanhamento, estes médicos encontram-se abandonados, com responsabilidades acima das suas capacidades, presos numa espécie de «limbo» e tratados como médicos de segunda”, pode ler-se no documento.
O MiN exige que a Assembleia, o governo e a Ordem dos Médicos “dêem garantias de uma correta aferição das atuais idoneidades e capacidades formativas para o internato médico”, que promovam o “reforço dos recursos humanos médicos e da sua fixação no Serviço Nacional de Saúde, especialmente nas zonas carenciadas” e garantam um aumento do número vagas para a especialidade já este ano.
Por fim, o MiN propõe “um debate eficaz sobre o futuro da formação médica em Portugal e os modos de coordenação entre Ministério da Ciência e Ensino Superior e Ministério da Saúde, com vista à formação especializada de todos os médicos e a salvaguarda da saúde de todos os portugueses”.