Pessoal de voo da EasyJet marca cinco dias de greve

13 de maio 2023 - 12:28

O final de maio e o início de junho ficarão marcados por uma greve contra a “postura de arrogância e inflexibilidade” da administração, os baixos salários que asfixiam os trabalhadores, a precarização e a discriminação face aos seus colegas de outros países.

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Aviões da EasyJet. Foto Riik@mctr/Flickr.
Aviões da EasyJet. Foto Riik@mctr/Flickr.

Em comunicado, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil esclarece as razões pelas quais foi marcada uma greve do pessoal de voo nos dias 26, 28, 30 de maio e 1 e 3 de junho na EasyJet. As negociações para um novo acordo de empresa estão num impasse. A postura da administração tem sido “de arrogância e inflexibilidade” e esta permanece insensível às “dificuldades económicas sentidas pelos seus tripulantes, devido aos baixos rendimentos, em face ao reconhecido aumento do custo de vida, o que asfixia os trabalhadores e põe em causa o bem-estar e conforto das suas famílias”.

Desta forma, avança-se que “as propostas de alteração às prestações pecuniárias já anteriormente apresentadas pela empresa continuam, senão piores, muito aquém do limiar do aceitável para garantir trabalho digno”.

Os trabalhadores explicam que a empresa “continua a considerar os tripulantes das bases portuguesas trabalhadores menores, perpetuando a precarização e discriminação relativamente aos colegas de outros países”. Para além disso, “noutros países e bases onde a empresa apresenta nível de rentabilidade inferior ao verificado em Portugal”, os seus colegas “obtiveram aumentos significativos”.

Na empresa, acrescentam, há um “clima de tensão e desagrado pelo longo e intolerável impasse na resolução dos diversos diferendos”. Este impasse tinha já levado em abril os trabalhadores a paralisarem durante três dias. Mas a situação, alega o SNPVAC, agravou-se.