Em comunicado, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil esclarece as razões pelas quais foi marcada uma greve do pessoal de voo nos dias 26, 28, 30 de maio e 1 e 3 de junho na EasyJet. As negociações para um novo acordo de empresa estão num impasse. A postura da administração tem sido “de arrogância e inflexibilidade” e esta permanece insensível às “dificuldades económicas sentidas pelos seus tripulantes, devido aos baixos rendimentos, em face ao reconhecido aumento do custo de vida, o que asfixia os trabalhadores e põe em causa o bem-estar e conforto das suas famílias”.
Desta forma, avança-se que “as propostas de alteração às prestações pecuniárias já anteriormente apresentadas pela empresa continuam, senão piores, muito aquém do limiar do aceitável para garantir trabalho digno”.
Os trabalhadores explicam que a empresa “continua a considerar os tripulantes das bases portuguesas trabalhadores menores, perpetuando a precarização e discriminação relativamente aos colegas de outros países”. Para além disso, “noutros países e bases onde a empresa apresenta nível de rentabilidade inferior ao verificado em Portugal”, os seus colegas “obtiveram aumentos significativos”.
Na empresa, acrescentam, há um “clima de tensão e desagrado pelo longo e intolerável impasse na resolução dos diversos diferendos”. Este impasse tinha já levado em abril os trabalhadores a paralisarem durante três dias. Mas a situação, alega o SNPVAC, agravou-se.