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Pedido de fim da proibição da caça à baleia foi rejeitado

A proposta de fim da proibição da caça à baleia foi recusada pela Comissão Baleeira Internacional. O Japão, país que liderou o pedido, considera que número de baleias é suficientemente elevado para permitir uma caça sustentável.
Pedido de fim da proibição da caça à baleia foi rejeitado
Baleia Minke anã. Foto de Oregon State University/Flickr.

A proposta apresentada pelo Japão para levantar a proibição da caça comercial à baleia foi rejeitada por um organismo internacional de conservação destes mamíferos.

A Comissão Baleeira Internacional (CBI) organizou a sua cimeira bianual e chumbou a proposta com 41 votos contra e 27 a favor. A Rússia e a Coreia do Sul foram os únicos estados a abster-se na votação. Esta proposta tinha sido liderada pelo Japão e contava com a Noruega e a Islândia entre os apoiantes, os dois únicos países que permitem a caça comercial à baleia.

Em reação ao chumbo, o Japão afirma ir “reconsiderar seriamente” a sua pertença à CBI. Recorde-se que este organismo proíbe a prática comercial desde 1986.

Em declarações à Al Jazeera, Patrick Ramage, diretor de conservação marinha do International Fund for Animal Welfare (IFAW) afirmou considerar esta decisão uma “boa notícia para as baleias”, qualificando a proposta do Japão como sendo “um enorme passo atrás”. A proposta “poderia ter apagado uma geração de medidas de conservação e de restrições à caça da baleia”, afirmou o ativista.

“É cada vez mais claro que o Japão tem de se reconciliar com o consenso global pela conservação das baleias ao invés do seu abate”.

A mesma cimeira aprovou também a “Declaração de Florianópolis”, um documento que afirma que a caça comercial à baleia já não é uma atividade económica necessária.

Esta proposta liderada pelo Japão vem no sentido de uma tentativa de reforma da CBI, procurando transformá-la numa entidade de “gestão de recursos” que permita a caça a baleias “cuja população seja suficientemente saudável para ser caçada de forma sustentável”.

Paralelamente, o Japão também pretendia obter permissão para a caçar das baleias Minke, espécie que o país afirma não estar em vias de extinção. As baleias Minke não se encontram na lista de espécies protegidas da International Union for Conservation of Nature e, de acordo com representantes japoneses, são parte da história do país.

A carne de baleia é popular em algumas regiões do Japão, embora a procura pela mesma tenha decrescido nos últimos anos. Apesar de proibida, a caça às baleias Minke continua a acontecer no Japão graças à exceção aberta para caça com “fins científicos”. Em 2014, órgãos internacionais apelaram ao país para que parasse com a caça que consideraram não ser realmente destinada a fins científico. Na altura o país obedeceu ao pedido, tendo retomado novamente a caça no ano de 2016.

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