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Para salvar o SNS, "a bipolarização não adianta nada”

A solução da direita é “privatizar tudo” e o PS “não tem querido avançar”. Assim, afirmou Catarina Martins em reunião com a Federação Nacional dos Médicos, “só com um PS que seja obrigado a negociar e com um Bloco como terceira força política é que encontraremos soluções” para o SNS.
Catarina Martins com dirigentes da FNAM. Foto de Pedro Gomes Almeida.
Catarina Martins com dirigentes da FNAM. Foto de Pedro Gomes Almeida.

Catarina Martins reuniu-se na tarde desta quinta-feira com a Federação Nacional dos Médicos. No final declarou aos jornalistas que o pior que poderia acontecer seria “desistir do Serviço Nacional Nacional de Saúde”. Referia-se à possibilidade de um acordo pós-eleitoral entre o PS e a direita.

Para a coordenadora do Bloco, “o PS seria uma desilusão para todos os socialistas se achasse que se pode entender com uma direita que, na verdade, é cada vez mais agressiva e que já admitiu achar como solução para o país privatizar tudo, a começar pela saúde”.

À esquerda “as dificuldades” do SNS “dão-nos uma obrigação crescente de resolver os problemas” e por isso “só com um PS que seja obrigado a negociar e com um Bloco como terceira força política renovada e reforçada neste país é que encontraremos essas soluções”.

Assim, porque “o PS não tem querido avançar e o PSD o que propõe é privatização”, Catarina sublinha que o Bloco é “o partido que mais tem lutado pelo SNS” e que “toda a gente sabe no país que a bipolarização para salvar o SNS não adianta nada”.

A dirigente bloquista acusou ainda o executivo de António Costa de “incapacidade de olhar para os cuidados primários”, o que é “um dos aspetos mais preocupantes da impreparação na resposta a esta vaga Covid”.

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