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Palestina quer apoio europeu para impedir sabotagem israelita às eleições

O primeiro-ministro palestino acusa Israel de estar a sabotar as eleições marcadas para 22 de maio, as primeiras dos últimos quinze anos. Eurodeputados temem que Israel impeça o envio de observadores eleitorais europeus.
Mohammad Shtayyeh
Mohammad Shtayyeh, primeiro-ministro da Palestina. Foto Sinn Féin/Flickr

Numa videoconferência realizada esta quinta-feira com os membros do comité de Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu, o primeiro-ministro da Palestina acusou Israel de estar a tentar sabotar as primeiras eleições no território desde 2006. Os palestinos vão às urnas a 22 de maio para eleger deputados e regressarão a 31 de julho para as eleições presidenciais.

“Israel está infelizmente a sabotar o processo, a tentar travá-lo e a tentar estragá-lo”, disse Mohammad Shtayyeh aos eurodeputados, citado pelo EU Observer, apelando ao apoio da União Europeia para que as eleições se possam realizar em liberdade e segurança.

O governante acusa Israel de estar a impedir a montagem de postos de recenseamento nos territórios ocupados de Jerusalém ou a realização de encontros de candidatos naquela cidade. “Isto vai totalmente contra os acordos que assinámos com Israel”, lembrou o primeiro-ministro da Palestina, sublinhando que os palestinos puderam votar em Jerusalém oriental nos sufrágios de 1996, 2005 e 2006.

A União Europeia solicitou em fevereiro ao governo israelita a autorização para o envio de uma missão de observação eleitoral à Palestina, à semelhança do faz em eleições por todo o mundo. Mas a resposta de Israel foi o silêncio e este atraso está a comprometer esse apoio e fiscalização ao processo eleitoral.

Na terça-feira, um grupo de várias dezenas de eurodeputados, incluindo os bloquistas Marisa Matias e José Gusmão, escreveram ao embaixador de Israel junto da União Europeia para exigir o acesso dos observadores europeus às eleições de maio e julho.

“Impedir a União Europeia de apoiar a democracia é inaceitável, qualquer que seja o sítio onde isso ocorra”, dizem os eurodeputados, acrescentando que a UE tem uma responsabilidade acrescida enquanto principal doadora da Autoridade Palestiniana.

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