Oikos: “A nova Lei das Florestas é incendiária em termos de fogos florestais”

10 de setembro 2013 - 11:11

A Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria enviou uma carta ao governo na qual defende que a nova Lei das Florestas “apresenta-se como uma lei verdadeiramente perniciosa em termos ambientais e incendiária em termos de fogos florestais”.

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Foto de Everdaniel, flickr.

No documento, citado pela agência Lusa, a Oikos frisa que “a nova Lei das Florestas, ao invés de vir responder a estas necessidades apresenta-se como uma lei verdadeiramente perniciosa em termos ambientais e incendiária em termos de fogos florestais” e apresenta um conjunto de medidas que devem ser implementadas.

Segundo esta Organização Não Governamental do Ambiente (ONGA), o combate aos fogos florestais deve ter como base uma política de prevenção que passa por “uma medida de emergência” que inviabilize “a reflorestação anárquica e desordenada, evitando a reflorestação com espécies exóticas que venham a contribuir para a erosão dos solos e redução da recarga de aquíferos no próximo inverno, agravando ainda mais o estado de calamidade e dos ecossistemas ora destruídos”.

Tornar obrigatória a limpeza atempada das matas e florestas, repensar os incentivos prestados pelo Estado e “equacionar a integração excecional dos efetivos das Forças Armadas Portuguesas, particularmente a Força Aérea e Exército, nas missões de prevenção e combate aos incêndios florestais” são outras das medidas que a Oikos enumera na carta enviada ao governo.

A associação salienta ainda “a sua profunda consternação pela perda de vidas humanas e destruição de habitações” e refere “o esforço e o empenho colocado pelas diversas instituições que combatem os incêndios no terreno”, ainda que alertando para “a necessidade de se repensar todo o sistema florestal nacional”.