O projecto aprovado no Senado do Ohio pelos republicanos limita a negociação colectiva, determinando que os sindicatos não podem negociar questões relacionadas com cuidados de saúde, baixas por doença e pensões, e elimina o direito à greve, introduzindo pesadas penalizações, que vão desde coimas a penas de prisão efectiva, para quem não acatar esta proibição.
Esta iniciativa legislativa é ainda mais penalizadora do que projecto de lei apresentado no Wisconsin pelo republicano, agora no Tea Party, Scott Walker, no qual eram excluídos da limitação do âmbito da negociação colectiva os bombeiros e polícias.
A lei, que mereceu os votos favoráveis de 17 membros do partido republicano e os votos contra de 10 democratas e 6 republicanos, acaba também com os aumentos salariais automáticos e estipula que os aumentos salariais futuros têm por base o mérito.
A legislação estabelece ainda um novo processo para resolver disputas de trabalho, no qual um elemento escolhido por nomeação tem a última palavra na resolução de conflitos laborais.
Após a sua aprovação no Senado, o projecto será apreciado na Câmara dos Representantes, também controlada pelos republicanos, que detém 59 de 99 lugares.
Na passada terça-feira, 8.500 pessoas reuniram-se em Ohio, na cidade de Columbus, em protesto contra o projecto de lei anti-trabalhista e anti-social conhecido como "Senate Bill 5", no entanto, a contestação não foi suficiente para evitar a aprovação da proposta.
Um estudante da Universidade do Estado de Ohio que participou nos protestos invocou as lutas da Líbia, do Egipto e da Tunísia, dizendo que os trabalhadores do Ohio deveriam seguir o seu exemplo e insurgir-se contra este ataque aos direitos sociais e laborais.