OE 2014 empobrece o presente e hipoteca o futuro, dizem economistas católicos

25 de outubro 2013 - 18:05

O Orçamento do Estado para 2014 (OE 2014) “enferma de dois vícios graves que lhe retiram credibilidade e sustentabilidade” consideram os economistas do Grupo Economia e Sociedade (GES), que estava até 2012 ligado à Comissão Nacional Justiça e Paz e que junta 13 economistas entre os quais se encontram Manuela Silva, Carlos Farinha Rodrigues e Manuel Brandão Alves.

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O Orçamento do Estado para 2014 (OE 2014) “enferma de dois vícios graves que lhe retiram credibilidade e sustentabilidade” consideram os economistas do Grupo Economia e Sociedade

Os economistas do GES apontam que falta ao OE 2014 “um indispensável enquadramento de Opções de desenvolvimento a médio prazo, fixando-se, mais uma vez, em meros cortes de despesa pública e exercícios de equilíbrios orçamentais”. Os economistas consideram aquelas Opções “fundamentais em quaisquer circunstâncias” e ainda mais perante a difícil situação económica do país.

O GES criticam ainda o facto de a proposta do OE 2014 tomar por adquirido que “o único farol da política económica do país é o da bondade da meta do saldo orçamental que se propõe atingir”.

Os economistas afirmam também que a meta de saldo orçamental “manifestamente, não poderá ser alcançada, pese embora o anunciado reforço da austeridade, com todas as suas previsíveis consequências negativas sobre as condições de vida das pessoas, das famílias e das empresas”.

A tomada de posição do GES na íntegra pode ser lida no blogue “A Areia dos Dias”, neste link.