Estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que será oficialmente apresentado a 22 de setembro, revela que Portugal é o segundo país da Europa com mais população residente no estrangeiro em percentagem da população nativa e o terceiro país se contabilizados os 34 estados-membro da organização.
Em 2014, segundo a OCDE, 14 por cento das pessoas com mais de 15 anos e nascidas em Portugal residiam no estrangeiro.
À frente de Portugal estão Irlanda, com 17,5 por cento, e Nova Zelândia, com 14,1 por cento.
Fuga de cérebros custa 9 mil milhões de euros ao país, revela estudo
Portugal, enquanto país produtor e exportador de mão-de-obra qualificada perde de duas formas, explica Luísa Cerdeira, investigadora do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, na edição desta quarta-feira do Diário Económico. "O montante que investiu na formação destes jovens e o que iria recuperar com esses quadros qualificados, ao longo da sua vida ativa (imposto coletado sobre o rendimentos, contribuição para o subsistema da Segurança Social, para além dos benefícios para o desenvolvimento da economia portuguesa)”.
O cálculo do custo da fuga de cérebros foi feito a partir do valor definido pela OCDE para a formação de diplomados em Portugal: cerca de 70 mil euros, no caso dos homens e cerca de 69 mil euros, no caso das mulheres. A este total foi somado o valor esperado em arrecadação de impostos e contribuições para a Segurança Social, caso os diplomados ficassem a trabalhar em Portugal. O valor foi multiplicado pelo número de emigrantes qualificados, em 2011, ou seja, 146 mil pessoas, o que perfaz “8,8 mil milhões de euros de prejuízo”, aponta a investigadora, que integrou a equipa científica do estudo "Exportar mão-de-obra qualificada a custo zero: quanto perde Portugal com a fuga de cérebros".
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Eurostat; Arslan et al. (2014); OECD (2014a)[/caption]