José Manuel Pureza esteve esta quarta-feira no concelho de Montemor-o-Velho, onde voltou a alertar para a necessidade de avançar com a obra de aproveitamento hidroagrícola do Baixo Mondego que “está por concluir há mais de 30 anos” e voltou a ser recentemente chumbado com os votos do PSD, CDS e IL.
Na foz do rio Arunca, o coordenador do Bloco diz que o resultado deste atraso para quem ali vive e trabalha é o de enfrentarem “cheia atrás de cheia”.
“Sem as obras concluídas, o risco mantém-se. E quem paga são as populações e os agricultores. Isto não é um detalhe técnico, é a vida da nossa gente”.
Pureza esteve também junto á povoação de Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho, que ficou sitiada durante as cheias das últimas semanas, para chamar a atenção de que a estação de bombagem de Foja, apesar de ser “um equipamento público essencial para regular a água no Baixo Mondego”, foi acionada nestas cheias não por decisão do Estado, mas da empresa de celulose Navigator, “como já aconteceu noutras ocasiões”.
O coordenador bloquista defendeu que “um equipamento público não pode funcionar como se tivesse dono” e que esta situação “não é um detalhe técnico”, mas sim “uma irresponsabilidade política”.
“Quando o Estado abdica dessa responsabilidade, cria-se um vazio. E os vazios no poder nunca ficam por preencher”, prosseguiu Pureza, concluindo que “o Baixo Mondego precisa de gestão pública, transparente e responsável”.