Cheias

“O Baixo Mondego precisa de gestão pública transparente”

19 de fevereiro 2026 - 10:20

Em Montemor-o-Velho, José Manuel Pureza denunciou que foi a Navigator a acionar a estação de bombagem de Foja, apesar de ser um equipamento público. E voltou a defender a conclusão da obra de aproveitamento hidroagrícola do Baixo Mondego que os sucessivos governos vêm adiando.

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José Manuel Pureza em Ereira, Montemor-o-Velho
José Manuel Pureza em Ereira, Montemor-o-Velho

José Manuel Pureza esteve esta quarta-feira no concelho de Montemor-o-Velho, onde voltou a alertar para a necessidade de avançar com a obra de aproveitamento hidroagrícola do Baixo Mondego que “está por concluir há mais de 30 anos” e voltou a ser recentemente chumbado com os votos do PSD, CDS e IL.

Na foz do rio Arunca, o coordenador do Bloco diz que o resultado deste atraso para quem ali vive e trabalha é o de enfrentarem “cheia atrás de cheia”.

José Manuel Pureza
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“Sem as obras concluídas, o risco mantém-se. E quem paga são as populações e os agricultores. Isto não é um detalhe técnico, é a vida da nossa gente”.

Pureza esteve também junto á povoação de Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho, que ficou sitiada durante as cheias das últimas semanas, para chamar a atenção de que a estação de bombagem de Foja, apesar de ser “um equipamento público essencial para regular a água no Baixo Mondego”, foi acionada nestas cheias não por decisão do Estado, mas da empresa de celulose Navigator, “como já aconteceu noutras ocasiões”.

O coordenador bloquista defendeu que “um equipamento público não pode funcionar como se tivesse dono” e que esta situação “não é um detalhe técnico”, mas sim “uma irresponsabilidade política”.

“Quando o Estado abdica dessa responsabilidade, cria-se um vazio. E os vazios no poder nunca ficam por preencher”, prosseguiu Pureza, concluindo que “o Baixo Mondego precisa de gestão pública, transparente e responsável”.

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