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Nuno Teotónio Pereira distinguido com Prémio Universidade de Lisboa 2015

O Prémio Universidade de Lisboa 2015 foi atribuído ao arquiteto Nuno Teotónio Pereira, destacada personalidade da arquitetura, do urbanismo e da habitação em Portugal. O júri salienta o exercício "brilhante" na área da arquitetura e a "figura ética" de Nuno Teotónio Pereira, que trabalhou 20 anos em habitação social e sempre defendeu casas dignas para todos.
Nuno Teotónio Pereira – Prémio Universidade de Lisboa 2015

O arquiteto Nuno Teotónio Pereira tem 93 anos, destacando-se como arquiteto, mas também como opositor ao regime salazarista e defensor dos direitos humanos. Foi proposto para o Prémio Universidade de Lisboa 2015 pela Ordem dos Arquitetos, tendo sido atribuído por unanimidade pelo júri que reuniu na passada segunda-feira, 12 de abril de 2015.

O júri salientou que Nuno Teotónio Pereira "mais do que um profissional brilhante na área da arquitetura, se assume como uma figura ética que, desde sempre, soube afirmar posições de grande vigor cívico". E realçou ainda que "da sua vasta obra na cidade de Lisboa, que inclui três prémios Valmor, infere-se a sua própria personalidade, marcada pelo constante e o intemporal" e que esteve "permanentemente comprometida com a necessidade de se construir uma sociedade cada vez mais justa e cada vez melhor".

A agência Lusa recorda que Nuno Teotónio Pereira foi homenageado pela Ordem dos Arquitetos, em 2010. Em entrevista que deu então à Lusa, o arquiteto declarou "um grande amor por Lisboa", uma cidade onde procurou sempre "contribuir para a beleza do espaço e o bem-estar das pessoas".

Nuno Teotónio Pereira defendeu nessa entrevista que a habitação social é um conceito que "continua a fazer sentido enquanto houver pessoas ou famílias sem casa digna". O arquiteto Nuno Teotónio Pereira trabalhou 20 anos em habitação social, tendo o seu projeto de Olivais Norte conquistado o prémio Valmor em 1968.

João Pedro Santa-Rita, presidente da Ordem dos Arquitetos (OA), declarou ao “Diário de Notícias”, referindo-se ao arquiteto premiado: “É alguém que sempre procurou intervir e que sempre pretendeu que as suas obras tivessem uma dimensão específica na sociedade”.

O presidente da OA sublinhou também: “Este prémio tem uma novidade curiosa, que é o facto de pela primeira vez ser escolhida uma pessoa que não pertence ao mundo académico. Mas é um grande mestre e um grande professor. Para todos os que estão na universidade, ele é uma referência”.

O prémio é atribuído pela Universidade de Lisboa com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, tem o valor de 25.000 euros e será entregue na cerimónia de abertura do ano académico 2015/16 em outubro próximo. Tem como objetivo distinguir uma personalidade que tenha contribuído de forma notável para o progresso e o engrandecimento da Ciência e/ou da Cultura e para a projeção internacional do país.

Nesta edição, o júri foi presidido por António Cruz Serra, e ainda composto por José Carlos de Vasconcelos, José Matos Paulo Teixeira Pinto, Carlos Salema, Simonetta Luz Afonso, Guilherme D`Oliveira Martins, José Brandão de Brito, Maria João Seixas, José Pedro Sousa Dias, Jorge Barbosa Gaspar, Eduardo Paz Ferreira e Maria do Carmo Fonseca.

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