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Novo Banco: “Quem paga tamanha irresponsabilidade?”

Catarina Martins reagiu à notícia de que o Novo Banco vendeu uma seguradora a preço de saldo a um milionário corrupto, lembrando que as alternativas à venda do banco à Lone Star sempre foram chumbadas por PS, PSD e CDS e apresentando medidas imediatas para “conter custos e garantir transparência”.
Novo Banco, foto de Paulete Matos.
Novo Banco, foto de Paulete Matos.

A coordenadora do Bloco reagiu esta segunda-feira, através das suas redes sociais, à notícia do Público de que o Novo Banco vendeu a seguradora GNB Vida à Apax, propriedade de um milionário condenado por corrupção, por um preço muito abaixo do seu valor contabilístico. Catarina Martins começou por salientar que “agora já todos chamam à Lone Star um fundo abutre. Assim, sem aspas.” Quando o Bloco assim classificou pela primeira vez a empresa à qual o banco português ia ser vendido “ouvimos que era puro preconceito do Bloco”.

O mesmo se passou em 2017 quando “a garantia era que a venda seria um sucesso” e em 2014

“como se garantia que seria a resolução do BES”. Ou, ainda antes, quando “se dizia que o BES era seguro e qualquer suspeita uma mania persecutória do Bloco”.

O partido lembra que esta história “não tinha de ser assim”. O Bloco apresentou alternativas à venda que “não só foram chumbadas por PS, PSD e CDS como foram sempre tratadas no espaço público como pura irresponsabilidade”.

Estas posições não foram tomadas ao acaso: “a regra é limpar bancos privados com dinheiros públicos e voltar a privatizar. Ousar diferente seria catastrófico. E, se Bruxelas queria e aprovava o negócio, nada podia ser questionado”, escreve a dirigente bloquista que se questiona: “E agora? Quem paga tamanha irresponsabilidade?”

Ao mesmo tempo, Catarina Martins apresenta “algumas medidas imediatas, para conter custos e garantir transparência”:

- dar ao parlamento acesso aos dados preliminares da auditoria da Deloitte

- denunciar o contrato com a Deloitte (que não acabou a auditoria em tempo, mesmo depois da prorrogação prazo e assim perde credibilidade) e ser o Banco de Portugal e o seu novo governador a assumir essa tarefa

- demitir o Fundo de Resolução e substituir a administração do Novo Banco. O Estado tem participação no Banco, não pode ficar parado a ver o assalto a acontecer

- investigar tudo, responsabilizar e retirar todas consequências.

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