Catarina Martins esteve este domingo no Mercado de Oeiras e foi questionada pelos jornalistas sobre a decisão esperada para esta segunda-feira do Tribunal Constitucional sobre as alterações à lei da nacionalidade que o PSD aprovou com o Chega.
“Independentemente do que diga o Tribunal Constitucional, eu acho que esta lei nunca pode ser promulgada. Nunca pode ser promulgada por aquilo que eu dizia: nós não somos esse país. Nós não somos o país em que uma criança nasce e vive aqui, faz todo o primeiro ciclo e nunca tem direito à nacionalidade. Mas o que é isto?”, perguntou a candidata presidencial, contrapondo que esta lei,“tal como está, ofende o país que somos”.
“Portugal é um país que vibra com uma seleção em que há filhos do Brasil, de Cabo Verde, da Guiné, de tantos sítios”, prosseguiu Catarina, afirmando ter “a certeza que a maioria da população portuguesa não está de acordo com esta lei, se perceber o que está em causa. Porque nós somos um país que sempre respeitou as crianças, que sempre respeitou as pessoas”.
O exemplo desta lei serviu também para a candidata insistir que “é necessária uma Presidente da República que saiba chamar o Governo à razão”.
Questionada também sobre a mudança de posição de André Ventura sobre o pacote laboral, Catarina respondeu que essa “é a maior prova de que a greve geral foi um enorme sucesso, porque ficaram com medo de dizer aquilo que pensam, que é que não querem saber dos trabalhadores”.
Quanto ao destino da proposta, Catarina disse que “o Governo tem de recuar porque é óbvio que em Portugal não tem uma maioria para aquela lei do trabalho que vai baixar os salários e os direitos de toda a gente e de todas as gerações”.
“A proposta do Governo, tal como está, comigo não passa. Irá para o TC, terá veto político e terá uma oposição forte todos os dias”, assegurou a candidata às eleições presidenciais de 18 de janeiro.