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Netanyahu começa a ser julgado por corrupção

O primeiro-ministro de Israel tentou não estar presente na leitura da acusação este domingo. Netanyahu alegadamente terá beneficiado empresas em troca de cobertura mediática favorável e recebido presentes de luxo em troca de benefícios legislativos.
Netanyahu na primeira reunião do novo governo, no dia em que começará o seu julgamento. Foto de Abir Sultan/EPA/Lusa.
Netanyahu na primeira reunião do novo governo, no dia em que começará o seu julgamento. Foto de Abir Sultan/EPA/Lusa.

O distanciamento social, os custos da segurança para o erário público, Benjamin Netanyahu alegou de tudo para se tentar escusar de estar presente este domingo na sessão em que será lida a acusação de fraude, abuso de confiança e aceitação de subornos.

Na quarta-feira passada, os juízes israelitas não foram sensíveis aos argumentos dos advogados do chefe de governo. Responderam-lhe que a presença do réu no tribunal distrital de Jerusalém é a regra.

O líder do partido conservador Likud, torna-se assim o primeiro primeiro-ministro em funções a enfrentar julgado. Proveniente da mesma área política, Ehud Olmert, foi julgado e condenado a 16 meses de prisão por aceitar subornos já depois de ter saído do cargo.

Netanyahu também foi acusado em três processos do mesmo.

No caso 4000 é acusado de beneficiar, através da legislação da regulação das telecomunicação, a Bezeq Telecom Israel. Devido a esta ação do chefe de governo, a empresa teria encaixado 500 milhões de dólares. A contrapartida era que Shaul Elovitch, que para além de presidente da empresa de telecomunicações também detinha um site de notícias online, publicasse notícias favoráveis a Netanyahu.

No caso 1000 é acusado, junto com a mulher, de ter recebido presentes de luxo, como charutos e champanhe, no valor de 700 mil shekel de um produtor de Hollywood, Arnon Milchan, e de um bilionário australiano, James Packer. O primeiro-ministro também é acusado de os favorecer.

No caso 2000 é acusado de ter feito um acordo com Arnon Mozes, dono do jornal Yedioth. Em troca de cobertura que o beneficiasse, o chefe de governo iria implementar legislação que prejudicaria um jornal rival.

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