Suborno, fraude e abuso de confiança. São três os processos ligados a corrupção que o primeiro-ministro de Israel enfrenta na justiça. Se forem provados, poderiam dar lugar a penas de dez anos de prisão por suborno e três nos casos de fraude e abuso de confiança.
Num dos casos, é acusado de beneficiar o seu amigo Shaul Elovitch, milionário na área das telecomunicações, aprovando leis à medida das suas empresas. Em troca, o site de notícias Walla publicaria notícias favoráveis a Netanyahu.
Na quarta-feira, em cima do prazo, anunciou que vai pedir imunidade ao parlamento. Esta jogada vai permitir-lhe, pelo menos, ganhar tempo. Assim, o seu pedido, em princípio, só será avaliado após as próximas eleições, em março. E os julgamentos só poderão decorrer após a decisão. Ou melhor, caso a decisão seja negativa e se houver apelo, após a sentença sobre este ser lançada pelo Supremo Tribunal.
Na tentativa de contrariar este adiamento, a oposição anunciou que vai tentar que a comissão que decide sobre a imunidade seja formada antes das eleições mas não se espera que tenha sucesso. O seu principal contendor nas passadas eleições, o antigo chefe militar Benny Gantz, disse tratar-se de um “dia triste”, que nunca imaginou “que veríamos o dia em que um primeiro-ministro de Israel evitaria estar perante a justiça” e que Netanyahu “sabe que é culpado.”
Netanyahu alega que enfrenta “acusações fabricadas”, negou estar a fugir da justiça e afirmou esperar “continuar a liderar Israel por muitos anos”. Segundo o primeiro-ministro israelita a lei da imunidade ajusta-se ao seu caso porque serve para “proteger os políticos eleitos dos processos inventados”.