A polícia foi esta sexta-feira a casa do militante neonazi Mário Machado cumprir o mandado de detenção para cumprir a pena a que foi condenado por publicações na rede social X em que apelava à “prostituição forçada” de mulheres de esquerda, visando em especial a antiga candidata do MAS, Renata Cambra. A queixa por ela apresentada levou ao banco dos réus Mário Machado e Ricardo Pais, que acabou condenado com pena suspensa por ausência de antecedentes criminais.
Extrema-direita
Mário Machado pede ajuda a Elon Musk para evitar prisão, deputado do Chega apoia-o
O mesmo não aconteceu a Mário Machado, que conta com um longo cadastro de crimes pelos quais somou vários anos nas cadeias portuguesas. Esgotados todos os recursos que apresentou, o líder do bando neonazi ”Grupo 1143” tinha anunciado que se apresentaria na segunda-feira no Estabelecimento Prisional das Caldas da Rainha para começar a cumprir a pena de dois anos e dez meses de prisão por discriminação e incitamento ao ódio e violência. Esse anúncio terá precipitado a emissão do mandado de detenção.
Mário Machado tinha apelado nas redes sociais ao bilionário Elon Musk para conseguir que os EUA lhe dessem asilo e assim escapar à cadeia. A iniciativa foi apoiada pelo então deputado do Chega Miguel Arruda, que confessou a sua admiração pelo neonazi já depois de ter sido apanhado a roubar malas no aeroporto de Lisboa. No passado dia 25 de Abril, Machado foi detido pela PSP após as agressões de elementos da extrema-direita a militantes antifascistas junto ao Rossio, mas não foi obrigado nessa altura a começar a cumprir a pena a que tinha sido condenado. Agora a polícia levou-o para o Estabelecimento Prisional de Lisboa, de onde pedirá para ser transferido para as Caldas da Rainha, de acordo com declarações do seu advogado à agência Lusa.