“Nova reforma da PAC afeta os pequenos produtores”
A coordenadora do Bloco e a eurodeputada Marisa Matias visitaram neste sábado a Ovibeja, acompanhadas pelos candidatos da lista das europeias Claúdio Torres (terceiro candidato) e Helena Figueiredo (quarta candidata) e por outros dirigentes bloquistas.
Em declarações à comunicação social, Marisa Matias disse que esta visita “é importante” para “percebermos, junto das pessoas, os problemas que enfrentam” e sublinhou que “os problemas da agricultura e as soluções para eles não são apenas por declaração política”, salientando que “é sobretudo falando com as pessoas que estão no ramo” que se compreendem “as dificuldades que enfrentam”.
A eurodeputada condenou “o desmantelamento da agricultura em Portugal com a introdução da PAC [política agrícola comum da UE]” e afirmou que “a nova reforma da PAC afeta também os produtores portugueses”, nomeadamente em alguns domínios específicos.
Marisa Matias sublinhou também que a nova reforma da PAC e “o fim de quotas sem nenhum mecanismo de compensação vai deixar os pequenos produtores numa situação ainda mais difícil”.
"Não há saída limpa aceitando a imposição das políticas do BCE, da CE e do FMI"
Segundo a Lusa, Catarina Martins disse à comunicação social: "Esta discussão sobre a saída tem sido feita com pouco sentido. O que sabemos é que não há saída, nem limpa, nem cautelar".
Lembrando que a última semana "provou isso mesmo", a deputada referiu que a 'troika' esteve em Portugal "a mexer nas reformas, nos impostos, nas contribuições pagas pelos trabalhadores para o futuro, não saiu. Está cá e o que vemos é a agudização da austeridade, o empobrecimento do país a continuar".
A coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou também que "não há nenhuma saída limpa sobre a destruição do país e se continuamos a aceitar a imposição em Portugal das políticas do BCE, da Comissão Europeia e do FMI" e realçou:
"Saída limpa talvez só para os milionários que foram sendo criados ao longo destes anos de 'troika', para as fortunas que aumentaram, para o sistema financeiro que se sentiu resgatado".
Considerando que "eles [BCE, CE e FMI] reconhecem que vão estar" em Portugal "todos os anos para fiscalizar o país e podem até impor multas se não gostarem do rumo da política", Catarina Martins lembrou que PS, PSD e CDS-PP aprovaram o Tratado Orçamental, que "impõe a austeridade durante gerações".
Catarina Martins acusa Paulo Portas de “desfaçatez
"Confesso que foi sem surpresa que vi Paulo Portas hoje dizer que o Alqueva é a Autoeuropa da agricultura, quando este Governo paralisou a rede secundária do Alqueva, que era para ter ficado pronta até ao final de 2013 e nada", disse a coordenadora do Bloco acrescentando: "a desfaçatez, como sabem, não tem faltado a este Governo".
Para Catarina Martins, “a agricultura precisa de um Governo que seja capaz de pôr a grande distribuição no seu lugar, para não esmagar os produtores, precisa de um Governo que ponha o sistema financeiro no seu lugar, para que os agricultores possam ter acesso aos financiamentos e aos seguros de que necessitam".
A coordenadora do Bloco sublinhou que é preciso "apoiar a agricultura a sério, de apoiar quem trabalha a sério e de ter uma política que realmente possa significar mais produção para Portugal".