Movimento apela à realização de um Congresso sobre o Mondego

23 de fevereiro 2026 - 11:24

Após as inundações que mostraram as fragilidades da gestão do território na bacia do Mondego, o MUNDA - Movimento em defesa do Rio Mondego e afluentes - apela à CCDR, poder local e comunidade científica e associativa que organizem um Congresso ainda este ano.

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Rio Mondego perto da barragem da Aguieira
Rio Mondego perto da barragem da Aguieira. Foto European Roads/Flickr

Em comunicado, o MUNDA - Movimento em defesa do Rio Mondego e afluentes - deixa o apelo à CCDRC, aos Presidentes das Câmaras e das Juntas de Freguesia, às Universidades, Politécnicos e comunidade científica, às associações ambientais e cívicas em geral “para que tomem nas suas mãos a organização de um Congresso sobre o Mondego, a realizar ainda no ano 2026”.

O movimento entende que “o problema das cheias do Mondego não é de modo algum redutível à chamada Barragem de Girabolhos, antes apela a uma abordagem, planificação e investimento muito mais abrangentes e programados”. E que por essa razão, no atual momento em que a opinião pública ficou mais atenta aos problemas da gestão da água, “contentarmo-nos com o anúncio da construção de mais uma barragem equivaleria a desperdiçar uma preciosa oportunidade para tratar o problema de uma forma global”.

Entre os problemas que marcam o território da bacia hidrográfica do Mondego, o movimento aponta “a gravíssima erosão dos solos nas zonas antes florestadas, hoje incapacitados para a retenção de água; acentuado assoreamento em muitos troços do seu percurso; a presença de centenas de outros cursos de água carentes de limpeza e ordenamento para fins úteis e erradamente emanilhados em zonas urbanas impermeabilizadas; e os graves problemas de manutenção da obra que artificializou o seu leito final entre Coimbra e a foz”.

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