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Mortalidade da gripe no inverno foi a pior dos últimos 16 anos

O relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe revela um excesso de 5591 mortes no inverno passado em Portugal, sobretudo devido à gripe.
Foto Paulete Matos

A epidemia da gripe e a vaga de frio do passado inverno fizeram aumentar a mortalidade para perto dos níveis de 1998, quando foram registados 8514 óbitos, revela o relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe divulgado esta terça-feira.

O excesso de mortalidade foi calculado em 5591 óbitos, o que corresponde a uma taxad e 54 óbitos por 100 mil habitantes, acrescenta o estudo.

Nos casos com necessidade de observação nos cuidados intensivos, o relatório do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge diz que apenas 155 estavam vacinados contra a gripe sazonal. Nos casos do vírus Influenza A e B, “a maior parte dos doentes (60%) tinha mais de 64 anos e 80% tinha, pelo menos, uma doença crónica subjacente, que poderá ter contribuído para agravar a gripe. A taxa de letalidade foi estimada em 23,7%, quase o dobro da que tinha sido estimada para a época anterior”, adianta o relatório.

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