Vicente Jorge Silva nasceu em 8 de novembro de 1945 e foi um jornalista marcante na sociedade portuguesa. Chegou a ser deputado do PS num curto período, entre 2002 e 2004.
Além de primeiro diretor e co-fundador do jornal Público, Vicente Jorge Silva foi também chefe de redação e diretor-adjunto do jornal Expresso, tendo criado a revista deste semanário.
Ainda antes do 25 de Abril, Vicente Jorge Silva foi diretor do Comércio do Funchal, o jornal cor-de-rosa que marcou a esquerda radical nesse tempo.
O jornal Público de hoje lembra que o historiador Pacheco Pereira sintetizou* o papel do Comércio do Funchal nesse período: “O que tinha de diferente o Comércio do Funchal – e essa diferença valorizou-se com os anos – é que era único no sentido de que correspondia a uma área da esquerda radical, mas que não era sectária. [Na época] isso praticamente não existia em lado nenhum, a não ser mesmo em vésperas do 25 de Abril de 1974.”
Apaixonado por cinema, Vicente Jorge Silva realizou o filme Porto Santo (1997) e as curtas metragens “O Limite e as Horas” (1961), “O Discurso do Poder” (1976), “Vicente Fotógrafo” (1978), “Bicicleta - Ou o Tempo Que a Terra Esqueceu” (1979)e “A Ilha de Colombo (1997)”.
* Na apresentação do livro Vicente Jorge Silva – Conversas com Isabel Lucas (Temas e Debates, 2013).