Está aqui

Morna declarada Património Cultural Imaterial da Humanidade

O Comité da UNESCO fez esta quarta-feira em Bogotá o anúncio da classificação da “música rainha” de Cabo Verde como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

O Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO está reunido desde segunda-feira e anunciou hoje que a morna, uma das 40 candidaturas propostas a ratificação no encontro, teve aprovação para ser classificada Património Cultural Imaterial da UNESCO.

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente, tinha dito à agência Lusa que esta era uma das notícia mais aguardadas no país desde a sua independência e pôde comemorar a proclamação na   sala da reunião, em conjunto com a delegação composta por músicos como a cantora Nancy Vieira e o multi-instrumentosta Manuel de Candinho.

A morna surgiu no século XIX, segundo os registos apresentados no dossier de candidatura, a partir de uma mistura de estilos musicais com raízes africanas, o landum, e a influência da modinha luso-brasileira. “A morna é uma prática musical que se estrutura em três dimensões: melodia, poesia e dança, caracterizando-se pelo compasso quaternário, ritmo lento e predominância dos esquemas tonais menores clássicos perfeitos de influência europeia”, pode ler-se no processo que contou com o apoio técnico do antropólogo português Paulo Lima, que também participou nas candidaturas do fado, cante alentejano e arte chocalheira a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO.

Foi a voz de Cesária Évora que deu a conhecer ao mundo a morna, que conta entre os seus maiores intérpretes nomes como Eugénio Tavares, Francisco Xavier da Cruz ou ‘B.Léza’, Tito Paris, Bana e muitos outros, como recorda neste artigo recentemente publicado no esquerda.net a historiadora musical Soraia Simões de Andrade.

 

Termos relacionados Cultura
(...)