Lisboa

Moedas propõe quatro condomínios de luxo e três hotéis e numa só reunião de Câmara

05 de julho 2024 - 15:46

O Bloco conclui que “Moedas é o motor da especulação na cidade, governando apenas para o turismo e os mais ricos e desistindo de trabalhar para quem vive e trabalha em Lisboa”.

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Edifício do Hospital do Desterro que Moedas quer que seja um hotel.
Edifício do Hospital do Desterro que Moedas quer que seja um hotel. Foto de Ricardo Moreira no X.

Na reunião do executivo da Câmara Municipal de Lisboa desta sexta-feira, Carlos Moedas avançou com propostas que resultarão na criação de três novos hotéis e quatro novos condomínios de luxo.

Propôs a alteração do uso de um prédio em Belém de habitação para hotel e de dois novos hotéis na Avenida Almirante Reis.

O Bloco de Esquerda da cidade respondeu em comunicado defendendo que Moedas “continua com o seu plano de uma cidade para turistas e ricos”. Sobre o prédio de Belém, avisa que “irá ser construido em zona de cheia, criando mais risco de cheias na cidade”.

Sobre os hotéis na Almirante Reis, esclarece que um “já tinha sido chumbado pela CML e outro no antigo Hospital do Desterro que foi vendido a preço de saldo pela Estamo por apenas dez milhões de euros”. O partido recorda ainda que quando se realizou o Programa de Ação Territorial da Colina de Santana “foi prometido que os edifícios públicos seriam para o Programa de Renda Acessível”, o que foi aprovado com a abstenção do PS.

Já a construção de construção de um condomínio de luxo na Penha de França, na antiga Fábrica de Chocolates a Favorita acabou chumbada, com a abstenção do PCP. O Bloco de Esquerda informa que era proposto “maior edificabilidade do que o previsto no PDM com uso de créditos de construção e criando mais estruturas para carros”. Para além disso, escreve no mesmo documento “apesar de ter sido recentemente chumbada, foi de novo proposta a obra de construção na FCSH, visto que o intuito da Universidade de Lisboa é valorizar o imóvel público para sua posterior alienação, contribuindo para a especulação imobiliária e perdendo-se mais uma oportunidade para habitação pública a preços controlados”.

O Bloco conclui que “Moedas é o motor da especulação na cidade, governando apenas para o turismo e os mais ricos e desistindo de trabalhar para quem vive e trabalha em Lisboa”.