Ministro da Saúde interrompido hoje com “Grândola, Vila Morena”

20 de fevereiro 2013 - 12:39

Esta quarta feira, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi, à semelhança do que aconteceu com Miguel Relvas e Pedro Passos Coelho, interrompido por um grupo de manifestantes que cantaram a música “Grândola, Vila Morena” e exigiram a demissão do governo.

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Ministro da Saúde, Paulo Macedo, numa iniciativa da distrital do PSD/Lisboa, em 2012. Foto de Partido Social Democrata, Flickr.

Paulo Macedo tornou-se, assim, no terceiro membro do executivo PSD/CDS-PP a ser interrompido por manifestantes ao som de “Grândola, Vila Morena”.

O governante preparava-se para intervir na conferência-debate sobre "O sistema de saúde para além de 2014", que decorre esta quarta feira na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, quando foi interrompido por um grupo de cerca de 10 pessoas que cantaram o "Grândola Vila Morena".

Os manifestantes entoaram ainda palavras de ordem como “o senhor está a assassinar os portugueses”, “os reformados não têm dinheiro para medicamentos”, a “luta continua” ou “rua com o governo” e acusaram o ministro de “ter em conta o dinheiro e não a saúde”.

“Na urgência do Santo António havia no outro dia 20 médicos para 500 pessoas”, denunciava um dos participantes no protesto.

No dia 15 de fevereiro, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho foi interrompido por um grupo de pessoas do movimento "Que se Lixe a Troika! Queremos as nossas vidas!" que assistiam ao debate parlamentar nas galerias e cantaram a música “Grândola, Vila Morena”, de José Afonso.

Na segunda feira foi a vez do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, ser alvo de protestos quando discursava no Clube dos Pensadores em Vila Nova de Gaia. Mais uma vez, os acordes de "Grândola, Vila Morena" fizeram-se ouvir durante a iniciativa.

Menos de 24 horas depois, uma ruidosa manifestação de estudantes obrigou Miguel Relvas a abandonar uma conferência no ISCTE, onde era o orador principal.