Está aqui

Militares israelitas roubaram activistas que rompiam bloqueio

Um tenente e três soldados israelitas foram detidos por terem roubado e posteriormente vendido computadores, telemóveis e outros bens dos activistas que integraram o navio da "Flotilha da Liberdade". O assalto israelita ao navio fez nove mortos e boa parte dos ocupantes nunca recuperou os bens confiscados.
Soldados israelitas no momento em que atacavam o navio com ajuda humanitária para Gaza. A matança e o saque vieram depois. Foto IsraelMFA/Flickr

O jornal El País conta que o tenente agora detido é suspeito de ter roubado meia dúzia de computadores portáteis que depois vendeu a outros soldados, que por sua vez os vendiam a terceiros. Mas a maior parte dos bens confiscados pelo exército de Israel no assalto ao barco com ajuda humanitária nunca chegou a ser devolvido antes da deportação dos activistas.

Um jornalista italiano que ficou sem o cartão de crédito, queixou-se da sua utilização em compras depois de 31 de Maio, o dia em que nove activistas foram baleados mortalmente pelas tropas de Israel.

A notícia veio abalar novamente a imagem das tropas de Israel e teme-se que o início da investigação possa revelar outras situações semelhantes. Os militares admitem mais este embaraço, que surge dias depois da publicação na rede social Facebook de fotografias de uma mulher soldado israelita humilhando prisioneiros palestinos de Gaza com os olhos vendados.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Internacional
(...)