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Milhares reclamam passo para “implementar a República Catalã”

A manifestação deste domingo pediu a libertação dos presos políticos e surge dias depois do Tribunal Supremo ter negado autorização a Jordi Sànchez para sair da prisão e ser investido líder do governo.
Manifestação em Barcelona este domingo. Foto Assembleia Naiconal Catalã/Twitter

Cerca de 45 mil pessoas, segundo a Guardia Urbana de Barcelona, participaram na manifestação convocada pela Assembleia Nacional Catalã (ANC), sob o lema “República Agora”.

“Não nos sentimos cidadãos do reino de Espanha. Somos e sentimo-nos cidadãos da República Catalã. Exigimos a sua implementação e o seu desenvolvimento pleno”, reclamou o vice-presidente da ANC, Agustí Alcoberro.

Para os organizadores da manifestação, “só o Parlamento pode escolher o presidente da Generalitat”. Alcoberro desafiou os políticos do campo soberanista e “dar um passo em frente” na formação de um governo para “implementar a república” e “restabelecer a legalidade prévia ao 155”.

O protesto acontece quase três meses após as eleições convocadas por Madrid, na sequência da destituição do governo de Puigdemont, da aplicação do artigo 155 e da perseguição judicial a políticos e ativistas sociais envolvidos na organização do referendo de 1 de outubro.

A maioria parlamentar independentista está colocada num impasse, com os órgãos judiciais a impedirem o regresso de Puigdemont — exilado na Bélgica — à liderança do governo catalão. A solução de recurso encontrada — investir Jordi Sànchez, o nº 2 da lista mais votada desta maioria e ex-presidente da ANC, o Junts per Catalunya — também ficou praticamente afastada com a decisão do Tribunal Supremo de não permitir a sua saída da prisão para assistir presencialmente ao debate de investidura marcado para esta segunda-feira.

Jordi Sànchez anunciou que irá recorrer da decisão e colocou a hipótese de apresentar queixa junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. A decisão levou o presidente do parlamento catalão, Roger Torrent, a adiar o debate de investidura até que haja resposta ao recurso judicial.

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