Milhares de pessoas protestaram contra Governo “fora da lei”

21 de junho 2014 - 18:46

Este sábado, milhares de pessoas participaram na manifestação convocada pela CGTP, que teve lugar em Lisboa, exigindo a demissão do Governo. A deputada do Bloco de Esquerda Mariana Aiveca acusou o executivo de “coabitar mal com o cumprimento da constituição" e de atuar "fora da lei". O líder da intersindical, Arménio Carlos, anunciou uma nova manifestação para 10 de julho contra as novas regras para a contratação coletiva.

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Foto de Tiago Petinga, Lusa.

"Sem contratação, não há democracia", "A luta continua, Governo para a rua" e "Existem soluções, queremos eleições" foram algumas das palavras de ordem gritadas pelos manifestantes que se juntaram à iniciativa convocada pela CGTP-IN sob o lema "Acabar com esta política de direita - Governo Rua! - Por uma política alternativa, de Esquerda e Soberana".

O protesto teve início pelas 15h e contou com das concentrações distintas - uma no Campo das Cebolas, dos distritos de Lisboa, Santarém, Leiria e Castelo Branco, e outra no Cais do Sodré, dos distritos de Setúbal, Évora, Beja e Faro - que confluíram para o Rossio.

Mediante o elevado número de manifestantes, o trânsito automóvel acabou por ser cortado naquela zona.

Um Governo "fora da lei"

No início da manifestação, a deputada Mariana Aiveca frisou que "o que sabemos é que depois da troika se mantêm as mesmas políticas e há políticas de mais troika, portanto, o país não está melhor”.

Segundo defendeu a dirigente bloquista, o executivo PSD/CDS-PP "tem coabitado mal com o cumprimento da constituição" e tem atuado "fora da lei".

"Por oito vezes o TC declarou inconstitucionais as leis que o Governo faz", avançou Mariana Aiveca.

CGTP marca nova manifestação para 10 de julho

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, anunciou este sábado uma nova manifestação para 10 de julho contra as propostas de lei do Governo que estão no Parlamento, e que visam a redução dos prazos de caducidade e de sobre vigência das convenções coletivas, destruindo a contratação coletiva.

Este protesto contará com duas concentrações - uma no Marquês de Pombal e outra no Cais do Sodré - que vão convergir em São Bento, junto à Assembleia da República.