Este sábado, Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Funchal, Horta, Lisboa, Portimão, Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu foram palco de um protesto convocado pelo movimento “Que se lixe a troika!” e protagonizado por todos aqueles e aquelas que estão farto/as de “ver vidas penhoradas e esvaziadas”.
“Em defesa da cultura”, pelo direito ao salário e às pensões”, “contra a invisibilidade”, “por uma sociedade mais livre e igualitária”, “pelo direito à educação democrática, gratuita e de qualidade”, contra as políticas de austeridade que empobrecem o país, milhares de pessoas de diferentes gerações e setores profissionais fizeram ouvir a sua voz.
Em Lisboa, a manifestação percorreu o percurso entre a Praça do Rossio e a Assembleia da República, com uma breve paragem na Rua do Ouro, onde se entoou a canção Grândola, Vila Morena, de Zeca Afonso (ler artigo Manifestantes voltam a marchar em Lisboa ao som de “Grândola, Vila Morena”).
Ainda antes do início da manifestação, o secretário geral da CGTP, Arménio Carlos, frisou que é tempo "de juntar forças e vontades" contra a austeridade.
A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, salientou, por sua vez, que esta manifestação é "mais uma prova do descontentamento dos portugueses contra um governo que traiu o seu país e está a destruir Portugal".
"Este Governo nunca disse em eleições que ia cortar nos salários e nas pensões, apenas nas gorduras", avançou a dirigente bloquista, criticando a proposta do Orçamento de Estado para 2014, que "dá perdões às grandes empresas e ataca o país".
No Porto, a organização confirmou a presença de cerca de 2 mil manifestantes, que se concentraram no final do protesto na Avenida dos Aliados. "Demissão, demissão", "Está na hora do Governo e a Troika irem embora" e "Contra a exploração queremos demissão", foram algumas das palavras de ordem ouvidas no protesto.
O coordenador nacional do Bloco de Esquerda, João Semedo, participou nesta manifestação que, a seu ver, “junta forças a outras manifestações, às greves que já estão marcadas e a outras ações de protesto até, finalmente, o povo conseguir demitir este Governo para acabar com a política da troika que está a empobrecer o país e as famílias”.