Segundo a Lusa, a manifestação mobilizou mais de 3.000 profissionais de enfermagem, muitas e muitos dos quais se concentraram às 14h em Belém e desfilaram até à residência oficial do Primeiro-Ministro junto ao Parlamento, em Lisboa. A manifestação levou ao encerramento da Avenida da Índia. Largas dezenas de autocarros transportaram profissionais de enfermagem de todo o país para o protesto em Lisboa.
Também na Madeira, houve uma manifestação que juntou centenas de profissionais.

Algumas das palavras de ordem mais gritadas foram: “Nós só queremos carreiras de enfermagem” e “A luta continua, Adalberto para a rua”.
Enfermeiras e enfermeiros lutam pela valorização da profissão; pela atualização de salários; pela criação da carreira de especialistas; pelas 35 horas de trabalho por semana para todas as enfermeiras e enfermeiros.
A greve de cinco dias teve, ao longo dos diversos dias, adesões elevadas, entre 80 e 90%, segundo o Sindicato dos Enfermeiros e o Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem, que convocaram o protesto.
Uma delegação do Bloco de Esquerda, encabeçada pelo deputado Moisés Ferreira, esteve na concentração junto ao parlamento, manifestando aos enfermeiros a solidariedade bloquista.
Catarina Martins reafirmou nesta sexta-feira a sua solidariedade com a luta dos enfermeiros e declarou que o ministro da Saúde lhes deve responder e “deve dar passos claros rapidamente para que se restabeleça uma situação de normalidade no Serviço Nacional de Saúde”.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) já convocou nova greve destes profissionais para os dias 3, 4 e 5 de outubro. À Lusa, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros afirmou que também marcará greve de enfermeiros para depois das eleições autárquicas.