Em declarações à comunicação social esta manhã, Catarina Martins abordou a situação dos enfermeiros e defendeu que o Ministro da Saúde “deve dar passos claros rapidamente para que se restabeleça uma situação de normalidade no Serviço Nacional de Saúde”.
“Os enfermeiros em Portugal, todos eles, são dos mais formados na Europa”, razão pela qual são rapidamente empregados por outros países. “Estamos a falar de profissionais que têm uma especialização reconhecida pelo Estado e a quem o SNS dá tarefas específicas com maior grau de repsonsabilidade e, depois, trata esses enfermeiros como se tivessem só licenciatura”, relembrou.
“Precisamos rapidamente de ter uma relação saudável com os enfermeiros e enfermeiras deste país, respeitando a sua formação e especialização”, disse ainda a coordenadora do Bloco.
Sobre as declarações do ministro das Finanças, Mário Centeno, que hoje colocou de lado a hipótese de dar resposta às exigências dos enfermeiros, Catarina Martins foi perentória ao afirmar que Portugal "vive com escolhas" e deixou um aviso: "fazer restrições na saúde pública das pessoas é o pior passo para a economia".
"É preciso compreender que nós precisamos de um Serviço Nacional de Saúde que funcione. Não há nenhum país cuja economia possa funcionar, que tenha uma população saudável, que cumpra requisitos de saúde pública se não tiver um Serviço Nacional de Saúde a funcionar", observou.
Neste braço-de-ferro entre Governo e enfermeiros, Catarina Martins considerou ser "essencial que se chegue a uma solução negociada que respeite os direitos dos enfermeiros e das enfermeiras".
"O que nós queremos é não só que o Serviço Nacional de Saúde funcione da melhor forma, mas também que os dois mil enfermeiros que faltam possam ser contratados, possam voltar ao país - tantos que foram embora - e essa devia ser a maior preocupação do Governo", concluiu.