Metro de Lisboa pára nesta quinta-feira

29 de maio 2013 - 15:13

O metro de Lisboa vai estar parado a partir das 23.30h desta quarta-feira e só recomeçará a funcionar às 6.30h de sexta-feira. Nas razões da greve, os trabalhadores apontam que a administração teima em não negociar, referem a degradação daquele transporte “cada vez mais caro”, com “cada vez menos comboios a circular” e andando “mais devagar”. Denunciam também que “as perdas com a especulação financeira dos swaps já somavam em Dezembro 1,24 mil milhões de euros”.

PARTILHAR
O que se paga em swaps “dava para todos os clientes andarem sem pagar nada no metro, durante 25 anos” - Foto de Paulete Matos

A greve dos trabalhadores do Metro de Lisboa convocada para esta quinta-feira, 30 de maio, terá repercussão naquele transporte público a partir das 23.30h de 4ª feira, 29 de maio, prolongar-se-á até à 1h de sexta-feira e a circulação do metro só deverá estar normalizada a partir das 6.30h de 6ªfeira, 31 de maio. Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa lutam contra o desmantelamento da empresa e o ataque sistemático aos seus direitos laborais, nomeadamente redução e corte de subsídios.

Em comunicado à população, subscrito pela CT, pela federação sindical Fectrans, pelos sindicatos dos trabalhadores da tração do Metropolitano de Lisboa (STTM), da manutenção do Metropolitano (Sindem) e dos trabalhadores dos transportes (Sitra) e dirigido aos utentes, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa lamentam os transtornos que a paralisação vai provocar, mas salientam que são “muito menores que os transtornos que a atual política lhe está a provocar a si e a nós”.

Os trabalhadores do Metro de Lisboa denunciam que este transporte “está cada vez mais caro”, “que há cada vez menos comboios a circular e andam cada vez mais devagar”, “que as estações estão cada vez mais sujas e os elevadores e as escadas mecânicas cada vez mais tempo avariadas”.

Os trabalhadores do metro salientam que o governo “reduziu o salário real dos trabalhadores do Metro em 27%, além de ter violado todos os contratos que tinham assinado connosco” mas beneficiou os especuladores. “No Metropolitano de Lisboa só as perdas com a especulação financeira dos swaps já somavam em Dezembro 1,24 mil milhões de euros”, destacam.

E exemplificam: “Em média, numa semana, perde-se na especulação o dinheiro suficiente para concluir o alargamento das estações da linha verde para 6 carruagens! E num mês, a verba necessária para levar o Metropolitano à zona ocidental de Lisboa (Alcântara)”.

Referem também que “o que pagamos em swaps dava para todos os clientes andarem sem pagar nada no metro, durante 25 anos”, que “os valores das perdas com as swaps seriam suficientes para pagar os salários dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa durante 17 anos”, enquanto os administradores “que assinaram estes swaps se aumentam a eles próprios, com a devida autorização do governo (como se fosse um prémio pelo “belo” negócio que assinaram)”.

E sublinham ainda que “além das perdas na especulação com os swaps, o Metropolitano ainda paga centenas de milhões de euros em juros”.

Esta será a quarta greve que os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa fazem este ano, depois de três paralisações parciais, a que se somam, no ano passado, mais oito greves, cinco das quais parciais, sempre pelas mesmas razões.