Todas as estações do Metropolitano de Lisboa estiveram encerradas devido à greve contra o negócio em marcha para entregar a gestão da empresa a privados. Os trabalhadores alertam para os prováveis despedimentos após a concessão, bem como a degradação da qualidade do serviço e o aumento dos preços para os passageiros se a concessão avançar.
A determinação em travar o negócio motivou a entrega de um novo pré-aviso de greve para o dia 26 de junho. Segundo a agência Lusa, o anúncio foi feito pelo coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações durante o balanço da paralisação desta quinta-feira, a oitava realizada este ano. A adesão à greve na parte operacional foi semelhante à das anteriores greves e rondou os 100%, diz a Fectrans.
O governo pretende fechar os negócios das concessões de empresas de transportes públicos em julho e no caso do Metro de Lisboa conta com o interesse das empresas francesas Transdev e RATP, da britânica national Express e da espanhola Avanza.