Está aqui

Medina volta a recusar taxação dos lucros excessivos

Na reunião da comissão parlamentar de Finanças, o ministro respondeu a Mariana Mortágua que em Portugal os lucros já são tributados de forma "significativa".
Fernando Medina. Foto Mário Cruz/Lusa

No dia em que a presidente da Comissão Europeia anunciou uma taxa sobre os lucros excessivos dos setores petrolífero, do gás e carvão, o ministro das Finanças português esteve no Parlamento para combater a proposta de tributar esses lucros em Portugal.

Em resposta à deputada bloquista Mariana Mortágua, o ministro das Finanças Fernando Medina, citado pelo Jornal de Negócios, argumentou que "não seria sério intelectualmente acenar com o aumento de uma taxa, que seria liquidada em 2023 sobre os resultados de 2022".

E insistiu que no caso dos produtores de eletricidade e gás, as medidas tomadas através do mecanismo ibérico ou a abertura à passagem dos consumidores ao mercado regulado do gás produzem o mesmo efeito das taxas, ao reduzirem os lucros dessas empresas.
 
Mariana Mortágua respondeu que há outros setores a lucrar com a inflação e a guerra e que ficaram fora dos mecanismos criados pelo Governo. "Os lucros da Galp aumentaram mais de 150% no primeiro semestre", e "na distribuição também há aumentos de 90%, de 40%", afirmou.

Para a deputada do Bloco, esse aumento de lucros representa "um saque ao país através da inflação e o senhor ministro é conivente, porque não quer taxar esses lucros extraordinários". 

Termos relacionados Política
(...)