O “Diário de Notícias” desta sexta-feira denunciou que a ARSLVT decidiu que os telefones dos médicos e enfermeiros dos centros de saúde da região não podem fazer chamadas para o exterior.
Esta medida obriga os profissionais e pedir a ligação telefónica aos serviços de secretaria, dificultando o acompanhamento de doentes, a sua convocação para rastreios, consultas ou para trocar opiniões com colegas.
Os profissionais denunciam que a medida faz parte de uma circular da ARSLVT e visa a contenção de custos. A administração regional nega e diz que só foram cortados acessos não utilizados.
António Branco, ex-presidente da ARSLVT e que agora coordena a Unidade de Saúde Familiar Santa Maria em Tomar, declara ao jornal: "Foi uma ordem da ARS que levou a uma configuração das centrais. Quiseram limitar o acesso dos profissionais a telefonemas exteriores. Mas para mim é apenas uma medida de comando e controlo sem qualquer poupança. É uma regra absurda, quando nem sequer sabemos quanto gastamos."
Apesar da negação da ARSLVT, a circular divulgada pelo jornal é clara ao referir: “As restantes extensões, gabinetes médicos e de enfermagem, para acederem à linha exterior, terão de solicitar a chamada ao apoio administrativo”.
António Branco diz que a medida só veio dificultar o trabalho e aponta: “Nós tínhamos uns 30 pontos de ligação e agora temos cinco. Se já era difícil contactar alguém no hospital, agora é ainda pior. Também não se consegue falar com um doente a menos que façamos esse pedido. A juntar a isso, como as linhas da secretaria ficam ocupadas, não conseguimos atender as de fora. E os utentes não ouvem o sinal de linha ocupada e depois reclamam”.