Durante o II Fórum Médico de Medicina Geral e Familiar (MGF), promovido pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), e no qual foi debatida "A evolução da reforma dos CSP -- dimensão da lista de utentes do médico de família", os representantes de diversas organizações médicas manifestaram a sua oposição à proposta do Governo Contactado.
Segundo o presidente da APMGF, a posição destes profissionais vai ser dado a conhecer em carta ao Ministério da Saúde, "antes que o projeto de lei vá a Conselho de Ministros".
Para Rui Nogueira, a proposta "não é razoável porque, com o aumento de consultas diárias corre-se o risco de má prática, e será inconsequente na redução esperada, iludindo as pessoas".
"Não é possível aumentar mais o número de consultas quando os médicos já estão muito acima do padrão", acrescentou.
Na opinião do presidente da APMGF, só o aumento do número de unidades e de médicos poderá reduzir os 1,2 milhões de utentes que em Portugal não têm atualmente médico de família.