A Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental divulgou um comunicado difundido na manhã deste domingo pela CODESA (Colectivo de Defensores Saharauis de Direitos Humanos), onde se denuncia a actuação repressiva da polícia marroquina contra centenas de saharauis, precedentes de todas as cidades saharauis, para exercer o seu direito à oração de despedida do dirigente saharaui Mahfud Larosi Ali Beiba (falecido na passada sexta-feira devido a ataque cardíaco).
Centenas de cidadãos concentraram-se frente à casa dos pais do desaparecido dirigente nacionalista, situada no bairro de El Matar, numa manifestação de silêncio, de carácter religioso, em sua memória. O velório a um ente querido faz parte da cultura saharaui, refere a Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental.
As autoridades de ocupação marroquinas impediram os saharauis de cumprir esse dever e essa tradição da sua cultura e para isso “mobilizaram dezenas de efectivos dos serviços de segurança e militares para dispersá-los e reprimi-los, deixando um saldo de vários feridos”, lê-se no comunicado.
As autoridades marroquinas impediram também que destacados defensores saharauis dos direitos humanos pudessem “cumprir o seu dever de oração e pesar” para com a família de Mahfud Ali Beiba.
Entre os militantes impedidos de se aproximar da casa dos pais do dirigente saharaui falecido estava também Aminetu Haidar.