Marisa Matias participou na sessão de quarta-feira à noite da campanha presidencial de Catarina Martins. Na Figueira da Foz, o tema do encontro foi o combate às alterações climáticas, com a presença de vários ativistas e representantes de associações ambientais.
A ex-eurodeputada e candidata nas últimas duas eleições presidenciais afirmou aos jornalistas no final da sessão que o papel de uma Presidente da República é “intervir para encontrar soluções para o país”, e uma dessas soluções passa pela transição energética justa e que tenha em conta os direitos dos trabalhadores e das populações envolvidas, bem como a saúde pública.
“Não temos de andar sempre a fazer dos recursos naturais apenas um fator de negócio que ajuda poucas empresas a acumular muito”, afirmou Marisa, defendendo que este é um debate fundamental para o futuro do país e que Catarina Martins tem condições para o conduzir a partir de Belém.
Presidenciais
“Naquilo que me diz respeito, a esquerda terá em quem votar no dia 18”
Questionada pelos jornalistas sobre as hipóteses de desistência de algum candidato, Marisa Matias respondeu que as onze candidaturas em disputa levaram a que esta seja “uma eleição muito fragmentada” e que essa fragmentação ocorre “mais à direita do que à esquerda”.
O resultado dessa fragmentação é que na primeira volta “as pessoas podem verdadeiramente votar com gosto e com vontade na pessoa que acham que as representa melhor. Porque muita gente vai ter de fazer sacrifícios à segunda volta, escusam de fazer já na primeira”.