Mariana Mortágua subscreve apelo internacional ao embargo de armas para Israel

01 de março 2024 - 16:33

Mais de 200 deputados de 13 países juntaram-se numa carta aberta a exigir o fim da venda de armas a Israel.

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Mariana Mortágua na manifestação de solidariedade com Gaza
Mariana Mortágua na manifestação de solidariedade com Gaza. Foto Ana Mendes.

Num apelo promovido pela Internacional Progressista, mais de duas centenas de parlamentares da Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e Portugal dizem que "não seremos cúmplices da grave violação do direito internacional por parte de Israel" e apelam aos seus governos para porem fim à venda de armas ao Estado de Israel.

"Não podemos esperar. Após a decisão provisória do Tribunal Internacional de Justiça) sobre o caso da Convenção de Genocídio contra o Estado de Israel, um embargo de armas deixou de ser uma necessidade moral para se tornar uma exigência legal", defendem os subscritores numa lista que inclui as congressistas norte-americanas Cory Bush e Rashida Tlaib, o ex-líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn, a líder do Podemos Ione Belarra, o secretário-geral do PCE Enrique Santiago, o líder parlamentar do Sumar Iñigo Errejón e a coordenadora bloquista Mariana Mortágua.

"As nossas bombas e balas não podem ser usadas para matar, mutilar e desapropriar palestinianos. Mas são: sabemos que armas letais e os seus componentes, fabricadas ou enviadas através dos nossos países, contribuem atualmente para o ataque israelita à Palestina, que já ceifou mais de 30.000 vidas em Gaza e na Cisjordânia", referem os subscritores, entre os quais se encontram os deputados bloquistas Pedro Filipe Soares, José Soeiro, Isabel Pires e Joana Mortágua.

O texto do apelo cita ainda António Guterres, que advertiu que um ataque a Rafah "aumentará exponencialmente o que já é um pesadelo humanitário".