Num apelo promovido pela Internacional Progressista, mais de duas centenas de parlamentares da Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e Portugal dizem que "não seremos cúmplices da grave violação do direito internacional por parte de Israel" e apelam aos seus governos para porem fim à venda de armas ao Estado de Israel.
"Não podemos esperar. Após a decisão provisória do Tribunal Internacional de Justiça) sobre o caso da Convenção de Genocídio contra o Estado de Israel, um embargo de armas deixou de ser uma necessidade moral para se tornar uma exigência legal", defendem os subscritores numa lista que inclui as congressistas norte-americanas Cory Bush e Rashida Tlaib, o ex-líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn, a líder do Podemos Ione Belarra, o secretário-geral do PCE Enrique Santiago, o líder parlamentar do Sumar Iñigo Errejón e a coordenadora bloquista Mariana Mortágua.
Emboscada israelita mata mais de 100 palestinianos que recebiam ajuda humanitária
"As nossas bombas e balas não podem ser usadas para matar, mutilar e desapropriar palestinianos. Mas são: sabemos que armas letais e os seus componentes, fabricadas ou enviadas através dos nossos países, contribuem atualmente para o ataque israelita à Palestina, que já ceifou mais de 30.000 vidas em Gaza e na Cisjordânia", referem os subscritores, entre os quais se encontram os deputados bloquistas Pedro Filipe Soares, José Soeiro, Isabel Pires e Joana Mortágua.
O texto do apelo cita ainda António Guterres, que advertiu que um ataque a Rafah "aumentará exponencialmente o que já é um pesadelo humanitário".