Na inauguração da sede nacional de campanha, Manuel Alegre afirmou que a sua candidatura “tem de ser uma candidatura de inclusão”, uma “candidatura para unir, somar e crescer”, realçando que em todas as sondagens a “tendência é a mesma: Cavaco a descer, nós a subir”.
Manuel Alegre considerou também que uma vez marcada a data das eleições presidenciais, Cavaco Silva “deveria abster-se de continuar a fazer campanha eleitoral como Presidente da República. Por uma questão de transparência e de igualdade em relação aos outros candidatos”.
Na sua intervenção (a que pode aceder na íntegra no site de campanha manuelalegre2011.pt), o candidato sublinhou também que quem votar na sua candidatura “vota em alguém que tem uma visão de modernidade, aberta aos novos direitos e à supressão de todas as formas de discriminação com base na raça, na condição económica e social, no género e na orientação sexual”, destacando ainda que a sua candidatura “não aceita a subversão do projecto europeu por uma lógica neo liberal e monetarista, e muito menos a sujeição do nosso país à ditadura dos mercados financeiros”.
Sobre o actual momento político, Manuel Alegre disse que “este é um momento que exige sentido de Estado e de responsabilidade nacional. Mas também e, sobretudo, sensibilidade social e um sentido apurado de solidariedade e de justiça”.