Manifestação contra a mineração em Seia

01 de fevereiro 2022 - 9:46

Na passada sexta-feira, um grupo de ativistas juntou-se em frente à Câmara Municipal de Seia, manifestando-se contra a exploração mineira. Artigo de Marta Raquel Teixeira, publicado em Interior do Avesso

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O protesto com o nome de – Unid@s em Defesa da Vida! [Apelo à ação] – Não às minas! foi co-organizado pela Plataforma Minas Não, Greve Climática Estudantil, Extinction Rebellion, Lisboa Contra as Minas e Movimento ContraMineração Beira Serra e foi lançado através de uma convocatória aberta nacional, onde se apelava a que o povo se juntasse, neste dia, “nas aldeias, vilas e cidades, um pouco por todo o país” em luta contra a mineração, projetada para 25% do território nacional.

Em comunicado, a organização do protesto diz pretender deixar claro que está ciente do perigo que os projetos de mineração acarretam para “o futuro da vida das populações quer rurais quer urbanas e do próprio planeta”, lembrando que “o governo PS, nas suas últimas legislaturas, avançou a passos largos nestes projetos danosos”.

Ocorreram ações em Coimbra, Lisboa, Porto, Caldas da Rainha, Montemor-o-Novo, Oliveira do Hospital e Seia, onde esteve presente o Bloco de Esquerda da Guarda, reforçando assim a sua posição contra a mineração.

Pedro Filipe Soares
Pedro Filipe Soares

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O Bloco de Esquerda defende que é necessário a proteção ambiental, e das populações, que são afetadas pela extração de minério, é possível reduzir a procura de matéria prima se se desenvolver “produtos mais eficientes, mais duráveis e facilmente reparáveis”.

Recorde-se que a 20 de dezembro foi aprovada em assembleia municipal a moção apresentada pelo Bloco de Esquerda da Guarda que assim se colocou contra “qualquer uma das propostas apresentadas até ao momento para prospeção exploração de lítio e minério próximos no Concelho da Guarda, inclusivamente as apresentadas no Programa de Prospeção e Pesquisa de Lítio; Que este executivo e futuros garantirão que não se aprovará ou apoiará nenhum projeto que ponha em causa a população residente, fauna ou flora autóctone; Expressar a sua solidariedade com a luta das/os habitantes e autarcas dos restantes concelhos e distritos visados.”

Artigo de Marta Raquel Teixeira, publicado em Interior do Avesso, a 31 de janeiro de 2022