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Malária poderá ser curada por apenas 1 euro

Revista Nature dá conta do desenvolvimento de um novo fármaco que pode matar o parasita que provoca a malária. O seu custo é inferior a um euro e requer apenas uma dose oral.
Foto de Gates Foundation.

Na edição desta semana, a revista Nature apresenta um novo composto que pode matar o parasita que causa a malária. O fármaco, que já provou a sua eficácia em ratos, requererá uma única dose e terá um custo de menos de um euro e reduzirá a transmissão da doença, segundo os autores do estudo.

O trabalho, que tem sido liderado pela equipa do professor Ian H. Gilbert do Departamento de Química Biológica da Universidade de Dundee (Escócia), contou com a participação de investigadores espanhóis da multinacional farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK).

Na localidade madrilena de Três Cantos, a empresa tem uma unidade de malária que opera dentro do Centro de Investigação de Doenças de Países em Desenvolvimento (DDW, siglas em inglês). Um grupo desta divisão colaborou num outro recente estudo de uma nova classe de compostos contra a malária, os pyrazoleamides, avançou em novembro a Nature Communications.

Segundo Javier Gamo, diretor da Unidade de Malária, a nova molécula, a DDD107498, "tem um mecanismo de ação inovador e atua eliminando os parasitas Plasmodium falciparum” que provocam a doença através da inibição da síntese de proteínas”.  

Esta síntese, explica, "é um processo essencial para o desenvolvimento do parasita em diversas fases do seu ciclo de vida. Por isso, a nova molécula é eficaz nas múltiplas fases do plasmodium".

O composto começará agora a sua fase de desenvolvimento clínico “para ser avaliada a segurança em humanos para ser evitado qualquer aspeto tóxico do mesmo”.

Os autores do estudo assinalam que o baixo custo do novo fármaco é um aspeto muito importante, já que a maior parte dos infetados vivem em países em via de desenvolvimento. O facto de ser necessária uma única dose oral também é bastante valorizado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a malária foi responsável por mais de 500 000 mortes em 2013, sobretudo entre crianças e mulheres grávidas na África subsaariana.

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