O Bloco de Esquerda da Madeira esteve esta quarta-feira no Hospital Dr. Nélio Mendonça para denunciar o que considera ser uma “situação de incumprimento do Serviço Regional de Saúde, o SESARAM, para com vários dos seus trabalhadores.
Em declarações citadas pelo Jornal da Madeira, Roberto Almada, deputado regional e cabeça de lista do partido às próximas eleições na Madeira, explicou que “foi criado um suplemento remuneratório a atribuir a todos os trabalhadores que tivessem praticado atos diretamente relacionados com doentes infetados pelo vírus da SARS-COV-2” e que “estariam abrangidos trabalhadores de várias categorias profissionais, sobretudo aqueles que tivessem tido ação direta nas colheitas, no tratamento, no transporte de doentes infetados e nas visitas domiciliárias a esses mesmos doentes, durante e logo após o período da pandemia”.
A Secretaria da Saúde comprometeu-se a pagar este suplemento durante o ano de 2023, ano de eleições regionais, mas "não o fez à totalidade dos trabalhadores abrangidos”. Assim, “em pleno ano de 2024 existem trabalhadores que ainda não viram um único cêntimo do suplemento a que têm direito, o que configura um desrespeito gritante a quem deu o melhor de si para salvar vidas, colocando em risco a sua própria saúde”, apontou Roberto Almada.
Para além das declarações, o deputado regional esclareceu que, esta quinta-feira, iria entregar um pedido de explicações formal ao secretário regional da Saúde para tentar “obter da tutela respostas sobre o incumprimento em causa e quando é que os trabalhadores em falta serão abonados do suplemento remuneratório a que têm direito”.