Madeira: “Coligação PSD-CDS engendra golpe palaciano com apoio do PAN”

31 de janeiro 2024 - 16:22

Em comunicado, a direção do Bloco de Esquerda da Madeira insiste na necessidade de eleições antecipadas e frisa não pactuar “com o branqueamento de todo um regime, de toda uma governação que empobrece os madeirenses".

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Foto Esquerda.net.

A comissão política regional do Bloco, coordenada por Dina Letra, denuncia que "a coligação de direita PSD-CDS, com total apoio do PAN, está a engendrar um golpe palaciano", o que reflete a “vontade destes partidos em manterem-se no poder a qualquer custo".

Para o efeito, alegam que não há razões para o Presidente da República interromper a legislatura marcando eleições antecipadas, tentando, dessa forma, ter o caminho livre para a nomeação de um novo Governo.

No comunicado enviado à comunicação social, a estrutura regional do Bloco alerta para a falácia lançada pela coligação e seu parceiro: "querem fazer-nos crer que tudo se resume a duas figuras: Miguel Albuquerque e Pedro Calado, mas não é assim".

"Há várias secretarias regionais sob investigação, desde o ambiente ao equipamento social, passando pela economia e pelas finanças. Há, portanto, toda uma governação que fica sob um clima de suspeição, que perdeu a credibilidade e a confiança dos madeirenses e portossantenses, o que não é compatível com uma mera mudança de titulares", avança o Bloco de Esquerda da Madeira.

Os bloquistas enfatizam que "estamos, portanto, perante um problema de legitimidade desta governação, liderada pela coligação PSD-CDS com o apoio do PAN" e que não pactuarão “com o branqueamento de todo um regime, de toda uma governação que empobrece os madeirenses a cada dia e favorece os ricos, que se julgam donas da Madeira e dos madeirenses".

"É isto que esta coligação de direita, com o apoio do PAN, está a tentar fazer. Reiteramos o que dissemos desde a primeira hora: perante esta grave crise que aterrou na Madeira há uma semana, o Bloco de Esquerda entende que a única solução possível e legítima é a de eleições antecipadas, a ser convocada pelo Presidente da República nos prazos que a Constituição determina", lê-se ainda no comunicado.