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Madeira: Bloco defende eleições antecipadas

“É a primeira vez na história da democracia portuguesa que um partido elege para o liderar alguém que é arguido por suspeitas dos crimes de corrupção, de prevaricação, de abuso de poder e de atentado contra o Estado de direito” sublinhou Dina Letra que defende que Marcelo deve seguir o critério que usou quanto ao governo nacional.
Dina Letra. Foto Bloco Madeira.
Dina Letra. Foto Bloco Madeira.

O Bloco de Esquerda da Madeira defende que a saída para a crise política na Região Autónoma, depois do presidente regional ter sido constituído arguido e depois reeleito como presidente do PSD da região é voltar às urnas.

Em conferência de imprensa depois da reunião da Comissão Política Regional da organização, Dina Letra destacou que “esta é a primeira vez na história da democracia portuguesa que um partido elege para o liderar alguém que é arguido por suspeitas dos crimes de corrupção, de prevaricação, de abuso de poder e de atentado contra o Estado de direito”.

A dirigente regional bloquista considerou as acusações “muito graves para alguém que está a ocupar um cargo público”, salientando que “a Justiça fará o seu caminho, mas em termos políticos é de lamentar que Miguel Albuquerque tenha sequer considerado ter condições políticas para se manter num cargo com a responsabilidade que o presidente do Governo tem e de líder partidário também”.

Considerando que é o presidente da República que “tem nas suas mãos a resolução desta crise política”, ou seja convocar eleições antecipadas ou manter o governo em funções, a coordenadora regional do partido deixou a mensagem de que o Bloco não aceita que os madeirenses seja tratados como “portugueses de segunda”. Como “em democracia as crises políticas resolvem-se com o voto”, defende-se que Marcelo Rebelo de Sousa use o mesmo critério na Madeira que usou com o governo nacional.

O Bloco da Madeira olha o regime vigente na Região Autónoma como “podre e caduco” e acredita que “o PSD, para se manter no poder, fará tudo o que estiver ao seu alcance e não terá qualquer pejo em se coligar e fazer acordos com a extrema-direita”.

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