Luta dos professores: Governo tem de “assumir responsabilidade”

11 de fevereiro 2023 - 18:48

Catarina participou este sábado na manifestação nacional de professores. Coordenadora do Bloco defendeu que a responsabilidade do executivo de António Costa é “dar condições a quem deu tudo pelo nosso país, pela nossa democracia, e faz a escola publica funcionar todos os dias”.

PARTILHAR
Foto Esquerda.net.

“O Governo partiu a corda e agora precisa de assumir a sua responsabilidade, e a responsabilidade é dar condições a quem deu tudo, a quem deu tudo pelo nosso país, pela nossa democracia, e faz a escola publica funcionar todos os dias”, afirmou a coordenadora do Bloco de Esquerda, que participou este sábado na manifestação nacional de professores convocada pela Fenprof.

Catarina Martins referiu que os professores “estão em luta pela escola pública”, que foi “desprotegida e humilhada durante tanto tempo”, e enfatizou que “esta revolta é uma revolta sincera”.

“Os professores, literalmente, pagam para trabalhar, porque andam com a casa às costas e não têm sequer despesas de deslocação pagas”, apontou.

De acordo com a dirigente bloquista, esta é também a “revolta do país que vê que há milhões para tudo e para mais alguma coisa”, mas “onde faltam sempre os milhões é nos salários de quem trabalha”.

Sobre a falta de professores nas escolas, Catarina foi perentória: “Muitas crianças não têm professor não é por causa da greve, é porque já não há professores no país porque as carreiras foram de tal forma desarticuladas e as condições da escola são tão difíceis que há muitos professores a reformar-se e os mais jovens não querem ser professores, e com razão”.

A coordenadora do Bloco também não deixou margem para dúvidas ao afirmar que “o que falha em absoluto é o Governo”.

Não se pode “fazer de conta que é o ministro da Educação a negociar quando o ministro das Finanças vai e diz não vai haver aumento de despesa estrutural”, frisou Catarina, acrescentando que “o que o ministro das Finanças está a dizer é que quer que os professores paguem eles a inflação e a escola pública”.

A dirigente bloquista considera “muito estranho” que António Costa “ainda não tenha dito uma palavra sobre a escola e os professores”, um “serviço público fundamental da democracia que precisa de resposta”.

Catarina reforçou o compromisso do Bloco no sentido de tudo fazer para defender a justa luta dos professores: “Faremos o nosso trabalho de forma institucional, mas fazemos também o nosso trabalho quando solidariamente estamos na rua, porque quando há uma maioria absoluta que acha que pode tudo e não ouve os professores, é também a força da rua que obriga à justiça”, defendeu.

É exatamente “essa força na rua” que “faz mover maiorias absolutas e vai obrigar o Governo a ceder”, apontou.