A defesa de Lula pediu à Justiça Federal do Paraná que deixasse o ex-presidente do Brasil ir ao velório de um de seus netos. Arthur Araújo Lula da Silva tinha 7 anos e foi vítima de meningite esta sexta-feira em Santo André.
A defesa usou como argumento o artigo 120 da Lei de Execução Penal, que prevê que presos possam deixar a cadeia em caso de morte de “cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”.
Relembra ainda que, em janeiro, Lula teve autorização do presidente do Supremo Tribunal Federal para acompanhar o funeral de um dos seus irmãos. Como a autorização chegou a poucos minutos da sua realização, Lula acabou por recusá-la. No pedido apresentado hoje, a defesa compromete-se ainda a atender “providências específicas” que sejam determinadas pela autoridade policial ou pela juíza.
A juíza Carolina Llebos, entretanto, autorizou a saída de Lula para o velório. A família pretende fazê-lo, assim como ao enterro, na tarde de sábado, dando tempo a Lula para se deslocar até São Paulo.
Eduardo Bolsonaro aproveitou a ocasião para manifestar ódio. Indiferente à dor e ao luto, disse através do Twitter que cogitar a saída do ex-presidente do Brasil só o põe “em voga posando de coitado”. Eduardo Bolsonaro, à parte as considerações pessoais sobre as declarações, revela, assim, desconhecer a lei do seu país, já que os especialistas em Direito Constitucional e Penal afirmam que Lula tem direito de sair para ir ao velório do neto, pelo artigo anteriormente citado.
Lula é preso comum e deveria estar num presídio comum.
Quando o parente de outro preso morrer ele também será escoltado pela PF para o enterro? Absurdo até se cogitar isso, só deixa o larápio em voga posando de coitado.— Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP) March 1, 2019
Nas redes sociais, até os apoiantes do clã Bolsonaro têm reprovado esta atitude.