Os lucros de 354 milhões de euros registados no ano passado pela Sonae representam um aumento de 6,4% face a 2022, tendo compensado “os impactos do apoio às famílias, do aumento dos custos financeiros e dos impostos, e do investimento na expansão e digitalização dos negócios” com “ganhos de eficiência e mais-valias realizadas com alienação de activos”, segundo Cláudia Azevedo, que lidera a empresa. “Alcançámos resultados sólidos num ambiente de mercado volátil e desafiante”, resumiu a presidente executiva do grupo.
A Sonae, dona do Continente vai propor em assembleia geral o pagamento de um dividendo de 5,639 cêntimos por ação aos acionistas, o que significa um aumento de 5% face a 2022.
O crescimento do grupo deve-se sobretudo ao facto da marca de retalho alimentar Continente ser responsável por 6.600 milhões de euros do volume de negócios.
A empresa aumentou também o EBITDA em 7,2%, para 990 milhões de euros, com a margem a de EBIDTA a subir 0,2 pontos percentuais, para 11,8%, “apesar da redução dos resultados pelo método de equivalência patrimonial, resultante da atividade de gestão do portefólio, a qual foi mais do que compensada pela melhoria do EBITDA subjacente”, sublinha Cláudia Azevedo.
A Sonae conseguiu ainda reduzir a dívida liquida de 540 milhões para 526 milhões (-3%) em 2023. Para a retalhista, este é “um recorde historicamente baixo, e a uma posição líquida de cash na holding de 69 milhões”.